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sexta-feira, 20 de novembro de 2009

O Pelô na rota da paz do Oriente Médio
















20 de novembro, dia da consciência negra, homenagem a Zumbi dos Palmares. Dia sempre especial no Pelourinho e em Salvador, comemorado com festa, lembranças do passado duro dos nossos antepassados e construção de dias melhores.

Mas hoje, no ano de 2009 esse dia será por demais especial. Hoje o presidente Lula promulgará em Salvador, na Praça Castro Alves, o poeta dos escravos, o Estatuto da Igualdade Racial, decretará o 20 de novembro como feriado nacional e regularizará a posse de terra de dezenas de comunidades quilombolas.

Além disso tudo um evento internacional ainda marcará essa data para sempre na história: a visita do presidente da Autoridade Nacional Palestina Mahmoud Abbas, na Santa Casa de Misericórdia. No encontro entre ele, o presidente Lula e o governador Jacques Wagner foram firmados acordos de cooperação entre o Brasil e a Palestina.

O mais importante do encontro contudo foi o reafirmação do empenho do Brasil em buscar a paz para região, questão que passa pela moratória dos assentamentos israelenses na Cisjordânia e até um possível reconhecimento da independência de um Estado Palestino, nada mais justo já qu foi sobre a liderança de um brasileiro, Oswaldo Aranha, na Liga das Nações, órgão internacional percursor da ONU, que foi criado o Estado de Israel.

terça-feira, 21 de julho de 2009

Tô no Pelô, mas nem tanto!


Venho acompanhado às críticas que são vinculadas com frequência a gestão de Márcio Meireles na Secretária de Cultura do Estado da Bahia. Sempre achei a maioria das críticas fundamentadas, e eu próprio fui vítima de sua gestão incompetente e fraudulenta quando no processo seletivo do IPAC me tiraram na oitava colocação e me colocaram na nonagésima terceira, depois de uma prova de títulos que não aceitaram meus documentos utilizando desculpas infundadas para justificar o apadrinhamento e prática do QI na referida autarquia.

Ano passado eu e um grupo de amigos fizemos projetos para concorrer na modalidade ocupação de largos, o atraso injustificado na divulgação do resultado acabou inviabilizando um de nossos projetos, que tinha como mote o verão, mas com o resultado publicado vimos que tinham projetos mais qualificados que os nossos como o Tributo a Batatinha, Bigbands Festival, entre outros. Resignamos-nos, afinal na Bahia quem não é artista é produtor cultural.

Mas uma coisa ainda causa estranheza, passados seis meses desde a divulgação do resultado, nenhum projeto foi executado, muito menos qualquer contrato assinado, alguns projetos aprovados já ficaram de certa forma anacrônicos, como o “Pelô Pé de Serra” que com certeza sua idealizadora deve o ter concebido para acontecer antes das festas juninas, que mais uma vez foi faraônica no Centro Histórico de Salvador.

Porém, o que mesmo me motivou a escrever esse post e reativar o blog foi a notícia que o grupo de percussão do DF UdiGrudi vai comemorar seus vinte e cinco anos no Pelô, com uma vasta programação, totalmente patrocinada com o dinheiro do Governo do Estado da Bahia. Nada contra o grupo, que eu não conheço e que deve ter um trabalho artístico e social de qualidade, mas enquanto o grupo do DF comemora seu natalício no nosso Centro Histórico o projeto Pelô Percussivo na Oficina de Investigação Musical, proposto pelo Mestre Bira Reis, aprovado no Edital Tô no Pelô, ainda não tece sequer o TAC assinado. Assim sou obrigado a concordar com os que dizem que o Sercretário Márcio Meireles está exterminado com a Cultura na Bahia.

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009


Terça-feira, 10 de fevereiro de 2009 foi o dia que o grupo Maniçoba Hype se apresentou pela primeira vez no Pelourinho, a apresentação divulgada com pompa nos meios de comunicação local e a grande quantidade de convidados anunciados me levaram a ver a apresentação desse grupo.

O espetáculo começou com mais de uma hora de atraso e foi iniciado com um recital de poesias executados por atores da saga baiana contemporânea Ó pai Ó. Eis que depois surge no palco da Praça Tereza Batista um sujeito que parece uma mistura de Michael Jackson, Márcio Vitor e Cazuza na fase terminal: é Robertinho Chaves o líder do grupo Maniçoba Hype. Citando a França e as comemorações do ano da França no Brasil que ocorrerão durante o corrente ano. A banda destilou um repertório de clássicos da música popular brasileira, com destaque para músicas de autores e interpretes baianos, realmente o projeto deve fazer muito sucesso no exterior, no Pelô o público não ficou tão animado nem mesmo quando o grupo apresentou a versão de Edith Piaf em ritmo de salsa.

O astral da festa começou a mudar com a entrada da artista Divina Valéria no palco, como que saindo de uma catacumba, a semelhança de Moon-rá do desenho dos Tandercats e municiada das musicas dos antigos carnavais e muita energia agitou a platéia, com direito a coreografias e corridas meteóricas do palco para o camarote animando o público e os VIPs presentes no camarote.

O Grande momento da noite foi com certeza a chegada do cantor da banda Psirico, que agitou o público atraindo inclusive mais pessoas à praça cantando clássicos do samba de roda baiano e músicas de Dorival Caymi, além de sucessos de sua banda. Também participaram do show o cantor Guiguio do Ilê Ayê e o genérico de Caetano, o sobrinho/clone J. Velloso.

Na próxima terça tem mais, na mesma Praça Tereza Batista, com a participação de Preta Gil e do grupo Motumbá. Podem ir que vale pena que além dos shows tem a maniçoba sendo servida e muita gente legal.

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Ó, pai, ó - A serie


Depois de assistir o episódio da ultima sexta de “Ó, pai, ó” vou escrever um comentário. Aqui em Salvador a repercussão da serie foi grande, algumas exageradas que me fez concluir que levaram uma obra de teledramaturgia mais o sério do se deve, ainda mais uma comédia de costumes ambientada no Centro Histórico de Salvador. Não entendi, por exemplo, a citação no Jornal da Metrópole na seção “Não vá, não ouça, não compre”.

No Pelourinho a aceitação da serie é quase total, o que leva a conclusão da identificação dos moradores da região com o texto, como pôde ser visto na edição do Jornal da TV do Jornal A Tarde do dia 22 de novembro. Durante as gravações era comum ver a movimentação de figurantes voluntários nas cenas de festas e outras que exigiam a presença de muita gente, muitas vezes até atrapalhando os trabalhos.

O texto vai além da banalidade abordando até temas sérios de uma maneira leve como o mercado informal, prostituição, a pobreza do povo do Pelourinho e a falta de privacidade existente nessa cidade.

Reginaldo é o personagem mais representativo dos moradores do Pelourinho, é muito fácil esbarrar em um tipo daqueles nas ruas do Pelourinho. O Roque eu considero um chato, impressão reforçada pela interpretação politicamente correta do superstar Lázaro Ramos.

Acho que no final o saldo para o Pelourinho foi extremamente positivo, pois além de aquecer a economia da área durante as gravações ainda desperta o interesse de muita gente em conhecer ou retornar ao Centro Histórico de Salvador e para quem não está gostando, vai um conselho de Raul Seixas, é só apertar o botão para mudar de estação.

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Boas novas para o Centro Histórico de Salvador



Os últimos dias foram férteis em relação a noticias relatando promessas de intervenções no Centro Histórico de Salvador, e entre as promessas algumas realizações vão ser entregues a população.

Um dos principais focos de promessas e realizações é a Praça Castro Alves – local que faz parte do núcleo original da Cidade traçada e construída por Tomé de Souza em 1549, onde estava localizada a porta Sul e que já foi conhecido como Largo das Portas de Santa Luzia, Largo da Feira, Largo do Teatro, até o final do século XIX quando ganhou sua atual denominação em homenagem ao “poeta dos escravos – lá em breve será inaugurado no dia 12 de dezembro um complexo de cinema no local do antigo Cine Glauber Rocha com 4 salas, totalizando 800 lugares e dedicados a filmes alternativos. Outro espaço que será reaberto é o Centro Cultural da Barroquinha, que funcionará na antiga igreja da Barroquinha que passou um processo de reconstrução, dado ao estado de ruínas que o monumento se encontrava antes do inicio das obras.

As promessas para a Praça do Povo - palco de momentos memoráveis da cultura soteropolitana como o saudoso encontro de trios que marcava o encerramento do carnaval na quarta-feira de cinzas e ponto final de inúmeras passeatas e manifestações políticas – são a instalação de um hotel de luxo na antiga sede do Jornal A Tarde e a revitalização e reforma do Teatro Gregório de Mattos e do Palácio dos Esportes, atual sede da Federação Baiana de Futebol.

Os acessos entre a Cidade Alta e a Cidade Baixa também são alvo de promessas, uma delas é comentada como um dos carros chefes do segundo mandado do Prefeito João Henrique e é chamada de Novo Pelourinho e temo como foco a Ladeira da Montanha e a Rua Chile, algumas obras já estão acontecendo na carcomida Ladeira da Misericórdia.

Por ultimo será formalizado investimentos de 17 milhões entre o Ministério do Turismo e o Governo do Estado da Bahia para requalificação dos portais de acesso ao Centro Histórico de Salvador. Será contemplada a Baixa dos Sapateiros, Rua Ruy Barbosa, Pilar e a bela e acabada Ladeira do Taboão. As obras estão previstas para iniciar em abril de 2009 e vão melhorar os padrões de acessibilidade, mobilidade urbana, sinalização turística, pavimentação, revisão das redes aéreas de energia, telefonia, drenagem e iluminação pública e recuperação dos largos da Ajuda e de São Miguel e da Praça dos Veteranos.

terça-feira, 4 de novembro de 2008

Memórias - Anciãs do Crime


Essas duas matérias que vocês verão abaixo tem um espaço de doze anos entre elas, mas ambas são protagonizadas por personagens semelhantes: senhoras octogenárias flagradas vendendo maconha no Centro Histórico de Salvador. Para as histórias ficarem mais emocionantes sugiro uma consulta em alguma ferramenta de mapas para conseguir a localização das ruas citadas.

Correio da Bahia 23/09/1981
Anciã de 82 anos foi flagrada vendendo maconha para o filho
Uma senhora de 82 anos foi surpreendida na Rua Frei Vicente, no Maciel, negociando alguns dolões de maconha. R.S., de 24 anos, foi preso e conduzido para a Delegacia de Tóxicos e Entorpecentes, em função da denúncia de que a maconha encontrada com a mãe dele era de sua propriedade.

Jornal da Bahia 12/03/1993
Vovó Metralha joga duro
A velha traficante de maconha E.A.C., 82 anos, que já ficou conhecida como Vovó Metralha, seguiu mais uma vez, na manhã de ontem, para Casa de Detenção. Ela foi presa em flagrante em sua casa na Ladeira do Carmo, n.° 19, no Centro Histórico, com 40 pacotes de maconha prontos para venda.

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Presidente Lula passa pelo Pelô




Passada a disputa eleitoral pela Prefeitura de Salvador a população decidiu que o piloto da nave espacial estacionada na Praça Tomé de Souza continuará sendo João Henrique. Durante o segundo turno o presidente Lula declarou que passaria longe do espaço aéreo de Salvador onde a disputa foi entre dois partidos de sua base aliada (PT x PMDB), agora pousará seu confortável avião em Salvador nesta terça-feira, dia 28 de outubro, para participar da IX Reunião de Cúpula entre Brasil e Portugal. O encontro entre os Chefes de Estado acontece às 9h no salão nobre da Santa Casa da Misericórdia, uma das construções mais antigas de Salvador iniciada junto com a construção da cidade em 1549. O evento irá debater temas como cultura, a língua portuguesa e relacionamento estratégico.

sexta-feira, 27 de junho de 2008

2 de Julho, a Batalha pela Bahia Passou Pelo Pelô – Parte I


O 2 de Julho, data da celebração da Independência da Bahia e consolidação da Independência do Brasil é o ponto alto de um processo que se inicia anos antes, com a chegada da Família Real Portuguesa ao Brasil. Antes da instalação do reino no Rio de Janeiro, D. João assina aqui na Bahia, por influência do político liberal baiano Visconde de Cayru, o tratado de abertura dos portos às nações amigas.

Esse período vai ter o Brasil como centro de poder do vasto Império Português, status que seria perdido com a volta da corte para Lisboa. Porém, os brasileiros liderados pelos comerciantes de grosso trato não queriam ver restabelecidos os tempos e termos do pacto colonial, onde as colônias eram obrigadas a comercializar todas suas mercadorias através das metrópoles européias. Os comerciantes portugueses queriam justamente o contrario: restaurar a submissão do comércio brasileiro aos seus interesses. Os interesses conflitantes de dois grupos distintos de comerciantes, portugueses e baianos, foi o principal motivador
da guerra da independência da Bahia.

A volta rei D. João VI a Portugal, em 1820, foi uma das exigências da Revolução do Porto e parecia o inicio do processo de retomada dos termos do Pacto Colonial. A própria permanência de seu filho D. Pedro como Príncipe Regente era um claro sinal da tentativa de manter o Brasil submisso aos interesses metropolitanos. A pressão dos latifundiários e comerciantes brasileiros sobre D. Pedro para manter a autonomia usufruída durante a permanência da Família Real Portuguesa no Brasil se materializa com a permanência do príncipe no país, que teve como marco o Dia do Fico em janeiro de 1822 e culminou no grito do Ipiranga, em 7 de setembro do mesmo ano, realizando assim a proclamação da Independência do Brasil.

Mas quem pensa que a partir desse momento os portugueses se deram por vencidos, aceitando prontamente a extinção dos privilégios comerciais que tinham na sua mais importante colônia, se engana. Eles desistiram e a Bahia foi o palco da batalha que consolidou a autonomia do Brasil perante sua antiga metrópole, como nos disse de forma bela um dos maiores historiadores do Brasil, Braz do Amaral em sua História da Independência da Bahia:

“A campanha de independência (da Bahia, o 2 de Julho) é o primeiro ato de valor e a primeira prova de vigor e de capacidade dos brasileiros e o acontecimento de relevo digno de figurar na história de uma nacionalidade, porque forma o vinco de uma poderosa ação.

Sem ela, apenas os dois ditos do Fico e do Ipiranga que são apenas frases pronunciadas pelo príncipe D. Pedro, forçoso seria confessar ter sido a nossa independência uma cousa das que são referidas como quase banais, por deficiência de altruísmo e de provas de valor e grandeza”.

Texto: Álvaro Queirós/Menino do Pelô

sábado, 21 de junho de 2008

O Centro Histórico de Salvador


Tombado como Patrimônio da Humanidade, na Lista do Patrimônio Cultural em 1985 nos critérios IV e VI que se referem respectivamente a seu excepcional conjunto arquitetônico, que ilustra uma etapa significativa da história da humanidade, o ciclo dos descobrimentos, a colonização da América e a convergência das culturas americanas, africanas e indígenas, que teve em Salvador o principal centro entre os séculos XVI e XVIII, período que a cidade foi também capital do Brasil. O outro critério refere-se à associação do Centro Histórico de Salvador a acontecimentos e tradições vivas, como idéias, crenças, obras artísticas e literárias.
O território do Centro Histórico abrange uma área de 80 ha, que incluindo a Zona Tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artistico Naciona - lPHAN, chamada tecnicamente de Zona Tampão, abrange territórios que vão desde o Convento de Sta. Tereza (localizado no Largo 2 de Julho e sede do Museu de Arte Sacra) e Mosteiro de São Bento (localizado na Av. 7 de Setembro), que são os limites Sul, até o Forte de Santo Antônio Além do Carmo, atual Forte da Capoeira e que marco o limite Norte do Centro Histórico. Clique no mapa acima e confira todas as ruas dessa área.

Gravando !

Homenagem do Olodum ao Rei do Pop, Michael Jackson no Largo do Pelourinho
São diversos vídeos feitos por quem passou e registrou o pelourinho, em seus diversos momentos, cheio de cores e estilos. Estamos pesquisando mais vídeos pela internet para aumentar nossa coleção. Contribua nos enviando uma sugestão >> pelopelourinho@gmail.com