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sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

A História do Acarajé


Iansã, deusa dos ventos e das tempestades, é a senhora dos raios e dona da alma dos mortos. A ela são oferecidos os bolinhos feitos de feijão fradinho e fritos no azeite de dendê, o acarajé. Segundo a lenda, a deusa dos ventos, mulher de Xangô, foi a casa de Ifá, buscar um preparado para seu marido. Ifá entregou o encantamento e recomendou que quando Xangô comesse fosse falar para o povo. Iansã desconfiou e provou o alimento antes de entrega-lo ao marido, nada aconteceu, quando chegou em casa entregou o preparado ao marido, lembrando o que Ifá dissera, Xangô comeu e quando foi falar ao povo, começaram a sair labaredas de fogo da sua boca, Iansã ficou aflita e correu para ajudar o marido gritando Kawô Kabiesilé. Foi então que as labaredas começaram a sair da sua boca também. Diante do ocorrido o povo começou a sauda-los: Obá anlá Òyó até babá Inà, ou seja, grande rei de Oyó, rei de pai do fogo. Essa história do Candomblé explica o nome do acarajé, que vem do iorubá akárà (bola de fogo) e jè (comer).

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Memórias - Homem nu passa pelo Pelô




















Jornal da Bahia – 12/09/1969

Nu, homem de um braço só corre e agarra na rua a mulher que lhe furtava

Completamente nu, um homem de um braço só saiu em disparada de um prédio situado na Rua Inácio Acioli (Maciel de Baixo), e passou a perseguir uma mulher que desesperadamente dele tentava se livrar mas, ao chegar no Largo de São Miguel, se viu agarrada por um dos braços e dominada pelo homem que se mostrava furioso.

O fato ocorreu por volta das 10:30 horas da manhã de ontem, sendo presenciado por dezenas de pessoas, atônitas, que não sabiam se ficavam presenciando a cena ou se procuravam um abrigo para se livrarem do homem que dava impressão de ser um louco, não só pelo fato de estar sem nenhuma roupa mas, pela maneira como corria atrás da mulher.

Não era louco – No momento em que o homem agarrou a sua presa, o guarda civil Guilherme Pereira de Souza aproximou – se dele que foi logo dizendo aos berros: “foi ela, seu guarda, que acabou de roubar todo o meu dinheiro e tentou fugir pensando que eu ia deixá-la ir embora para gastar o fruto do meu suor.”

Diversos curiosos se acercaram do homem que se identificou ao policial como José Bispo de Oliveira, 28 anos, solteiro, residente na Rua Gustavo dos Santos, 68 (Boca do Rio) e vigia da Construtora Noberto Odebrecht. A mulher que ainda segurava é a mundana Maria de Fátima Carneiro, que em companhia de uma companheira de nome Marinalva Setubal de Almeida, lhe furtou a importância de 84 cruzeiros novos.

Cortejo – Em poder de Maria de Fátima, escondido dentro do soutien, foi encontrado a quantia furtada. Parcialmente coberto por folhas de jornal, o vigia José, juntamente com o guarda civil e a mundana se dirigiram ao Prédio da Rua Inácio Acioli, onde encontrou suas roupas e Marinalva, que agiu de parceria com Maria de Fátima.

A vítima e as acusadas foram conduzidas para a Delegacia de Furtos e Roubos, acompanhadas de grande cortejo formado pelos curiosos que queriam se interar do ocorrido.

O fato – Relatando o fato ao Delegado Adjunto, Murilo Souza, o vigia declarou que ao passar pela Rua Inácio Acioli, Marinalva lhe convidou a entrar num prédio. Quando se encontrava dentro do quarto com a mundana, ouviu uma mulher, do lado de fora gritar várias vezes para a sua acompanhante : “está na porta”.

Intrigado com o “estranho recado”, José procurou as suas roupas e nas as encontrou. Imediatamente abriu a porta do quarto que estava encostada, e viu Maria de Fátima com as calças e o seu dinheiro na mão. A mundana saiu do prédio correndo, o mesmo fazendo a vítima. As ladras foram autuadas em flagrante pelo Delegado Murilo Souza, funcionando como escrivão Archibaldo Franco, e em seguida foram conduzidas para a Casa de Detenção.


sábado, 21 de junho de 2008

O Centro Histórico de Salvador


Tombado como Patrimônio da Humanidade, na Lista do Patrimônio Cultural em 1985 nos critérios IV e VI que se referem respectivamente a seu excepcional conjunto arquitetônico, que ilustra uma etapa significativa da história da humanidade, o ciclo dos descobrimentos, a colonização da América e a convergência das culturas americanas, africanas e indígenas, que teve em Salvador o principal centro entre os séculos XVI e XVIII, período que a cidade foi também capital do Brasil. O outro critério refere-se à associação do Centro Histórico de Salvador a acontecimentos e tradições vivas, como idéias, crenças, obras artísticas e literárias.
O território do Centro Histórico abrange uma área de 80 ha, que incluindo a Zona Tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artistico Naciona - lPHAN, chamada tecnicamente de Zona Tampão, abrange territórios que vão desde o Convento de Sta. Tereza (localizado no Largo 2 de Julho e sede do Museu de Arte Sacra) e Mosteiro de São Bento (localizado na Av. 7 de Setembro), que são os limites Sul, até o Forte de Santo Antônio Além do Carmo, atual Forte da Capoeira e que marco o limite Norte do Centro Histórico. Clique no mapa acima e confira todas as ruas dessa área.

Gravando !

Homenagem do Olodum ao Rei do Pop, Michael Jackson no Largo do Pelourinho
São diversos vídeos feitos por quem passou e registrou o pelourinho, em seus diversos momentos, cheio de cores e estilos. Estamos pesquisando mais vídeos pela internet para aumentar nossa coleção. Contribua nos enviando uma sugestão >> pelopelourinho@gmail.com