
No dia 24 de outubro ultimo o Centro Histórico aumentou suas dimensões por conta do tombamento provisório do Bairro do Comércio, o registro foi feito nos Livros do Histórico e Arqueológico, Etnológico e Paisagístico. O alcance da área tombada é extenso, praticamente toda área paralela centro histórico localizado na cidade alta (veja mapa). Esse tombamento vai resgatar um das principais características históricas da cidade projetada desde sua fundação, que tem inspiração em Lisboa e foi determinante na escolha do sítio para construção da cidade, que é a divisão entre cidade alta e baixa.
Além da poligonal traçada que inclui o Aterro da Marinha, o Porto dos Saveiros, Rua Miguel Calmon, Av. Jequitaia, Largo do Cais do Porto, Rua do Corpo Santo, Rua da Conceição, Ladeira do Pilar e outras. Diversos edifícios também foram tombados, a maioria construída no começo do século XX e de características ecléticas.
O tombamento vem em um bom momento porque o bairro do comércio passa por um processo de revitalização, com atração de diversos empreendimentos como faculdades e empresas diversas. Isso combinado com a feroz especulação imobiliária registrada nos últimos tempos em Salvador e com a falta de aprimoramento estético dos gestores municipais responsáveis pelos licenciamentos poderia gerar naquela área um paredão de grandes edifícios que certamente iria obstruir a visão da Baía de Todos os Santos.
O fato gerou polemicas, alguns proprietários se preocupam com a burocracia que enfrentaram em futuras intervenções nos prédios e Secretária de Planejamento, Kátia Camelo, se preocupa com um possível retrocesso na revitalização do Bairro do Comércio, baseado exclusivamente na redução de impostos. Quem acompanhou o caso do licenciamento do Hotel Hilton fica preocupado com as declarações dessa senhora que parece nunca ter apreciado o por do sol na Baía de Todos os Santos.