
10 centavos é um curta-metragem que retrata um dia na vida de um garoto que mora no subúrbio ferroviário de Salvador e trabalha como guardador de carros no centro histórico.Clique e assista!
Depois de assistir o episódio da ultima sexta de “Ó, pai, ó” vou escrever um comentário. Aqui em Salvador a repercussão da serie foi grande, algumas exageradas que me fez concluir que levaram uma obra de teledramaturgia mais o sério do se deve, ainda mais uma comédia de costumes ambientada no Centro Histórico de Salvador. Não entendi, por exemplo, a citação no Jornal da Metrópole na seção “Não vá, não ouça, não compre”.
No Pelourinho a aceitação da serie é quase total, o que leva a conclusão da identificação dos moradores da região com o texto, como pôde ser visto na edição do Jornal da TV do Jornal A Tarde do dia 22 de novembro. Durante as gravações era comum ver a movimentação de figurantes voluntários nas cenas de festas e outras que exigiam a presença de muita gente, muitas vezes até atrapalhando os trabalhos.
O texto vai além da banalidade abordando até temas sérios de uma maneira leve como o mercado informal, prostituição, a pobreza do povo do Pelourinho e a falta de privacidade existente nessa cidade.
Reginaldo é o personagem mais representativo dos moradores do Pelourinho, é muito fácil esbarrar em um tipo daqueles nas ruas do Pelourinho. O Roque eu considero um chato, impressão reforçada pela interpretação politicamente correta do superstar Lázaro Ramos.
Acho que no final o saldo para o Pelourinho foi extremamente positivo, pois além de aquecer a economia da área durante as gravações ainda desperta o interesse de muita gente em conhecer ou retornar ao Centro Histórico de Salvador e para quem não está gostando, vai um conselho de Raul Seixas, é só apertar o botão para mudar de estação.