
Uma ótima opção para aproveitar (de graça) uma boa música e apreciar o acervo do museu, que fica na Rua Gregório de Mattos, 45, Pelourinho.
Promovido pela Casa da Photographia, até 21 de setembro o público de Salvador pode visitar exposições, palestras, exibições de filmes e feira de livros em diversos espaços da cidade. O trabalho de grandes mestres da América Latina estarão disponíveis para quem quiser ver. No Pelourinho as exposições que estão na Galeria Solar do Ferrão são a Azul de Noturno Mar, de Ricardo Alcaide e a Morte Cerebral de uma Cidade sem Lembranças, de Hirosuke Kitamura. As visitas podem ser feitas de segunda à sexta das 10h às 18 e nos sábados, domingos e feriados das 13h às 17h.
Confira toda programação
Texto: Lucas Barbosa/Menino do Pelô
Pelas ruas do Centro Histórico já passaram diversas celebridades, em fevereiro de 1996 foi a vez de um dos ícones mundiais, o mega star Michael Jackson. Ele veio aqui para gravar uma segunda versão da música e clip de They Don’t Care About Us, uma música de protesto que significa em português algo como “Eles não ligam para nós”. Essa versão teve a participação do Grupo Olodum e também contou com locações em um morro do Rio de Janeiro. A direção ficou a cargo do não menos aclamado diretor e ativista Spike Lee. Confira essa grande obra arte de um dos maiores artistas da atualidade com essas participações mais que especiais.
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Texto: Lucas Barbosa/Menino do Pelô
Imagem: Insurreição Rítimica
Texto: Lucas Barbosa/Menino do Pelô
Fotos: Playboy
Ainda estamos no inverno e todos sabem que Salvador e seu Centro Histórico pegam fogo mesmo no verão. Mas ninguém ficará entediado se sair de casa querendo um agito noturno Pelo Pelô, segue algumas dicas sobre o que fazer na noite.
A semana no Pelô começa mesmo é na terça-feira com a tradicional Benção, atualmente a grande atração do dia é sem duvida o ensaio do cantor e compositor Gerônimo e Banda Monte Serrat nas Escadarias do Passo, lugar famoso por ter sido locação do clássico filme o Pagador de Promessas, o ensaio começa as 19:00 e se estende até às 21:30. Depois vale pena conferir o Projeto Novo Reggae, capitaneado por Gil Félix e que conta com apresentação de bandas do gênero musical jamaicano, D.Js e V.Js, acontece no Espaço Cultural Filhos do Korin-Efan na Rua do Passo n.º 26 custa R$ 5,00 com direito a uma bebida.
Outro agito que merece destaque é apresentação semanal do coletivo MiniStério Público que acontece toda quinta-feira na Zauber, localizada na Ladeira da Misericórdia, o ingresso custa R$ 7,00, mulher não paga até as 23:00 e até esse horário a cerveja é dobrada.
Na sexta o grupo de Rap 4 Preto/Rap Malandragem se apresenta no Centro Cultural do Bispo, na Rua do Bispo, pertinho da Praça da Sé. Domingo acontece o ensaio do Afoxé Filhos do Korin-Efan, na sede do bloco pelo preço de apenas R$ 1,00. Várias outras coisas acontecem e estaremos publicando, esperamos sugestão de todos.
Prefácio para uma Cerveja
Traçar um esboço das características que compõem o Pelourinho é penetrar na dinâmica que rege e constrói sua paisagem e no fim ao qual ela se destina, tarefa estritamente antropológica de cunho filosófico e motivado pela historicidade que não pode se furtar ao entendimento etimológico do próprio termo Pelourinho. Entretanto o Pelourinho palco intermitente das mais diversas manifestações da cultura baiana e do que podemos chamar de verdadeiras raízes brasileiras é sem duvida composto por um tempeiro de raças e costumes que transcendem as muralhas provincianas do nosso olhar desatento. Para isso, contudo,um prefacio para uma cerveja seria sem duvida a forma mais sutil de adentra-se a este tema sem ofuscar o paradigma arquitetônico que passa do barroco ao colonial em meio ao pitoresco quitute que ali é saboreado por turistas de diversos paises e por cidadãos brasileiros ávidos de chuva, suor e cerveja.
CERVEJA
Parei para escrever este verso
Porque a caneta azul sujou
A Camisa branca
Tabuão, rosário e cerveja!
Sentado calado a pensar...
Supostamente na condição humana
Caos e clima quente
Cálido e envolvente
Traços, abraços e solidão!
Aquele abará
Ocorre por um instante
A sensação profunda de prazer
Penso em sorri
Espero o palhaço
Com o olhar a rasgar o nada
O óculo é escuro de mais para
Sobrevoar alem da retina...
É sombrio e a cerveja
Escorre garganta adentro
Na espera lembro de uma cereja
Olho o concreto
Vejo as crianças
Olho o asfalto
Vejo a tremedeira
A mão sobre o copo
Por um instante, um sorriso...
Ninguém entende
E parece que encontrei a luz
Na insignificância de um porque
Penso na Catania e em Taomina
Vejo uma gringa branca
E inegavelmente linda
Que passa sorrindo
Fico besta
O Rosário é dos pretos
A pobreza é dos pretos
A miséria é dos pretos
E estou agora sozinho
E no bar às 11 da manhã
O silencio urbano é comum
Penso d’novo no palhaço
Descarado
Cara de pau
Passa outra gringa
E sorri pra mim
Eu calado consinto,
Seu Valter na cabeça
Um livro de Castro Alves
E espumas flutuantes
No copo
E sobre a mesa.